terça-feira, 22 de abril de 2008
os que não conseguem aprender,
excluem-se do mercado
de trabalho os que não têm
capacidade técnica porque
antes não aprenderam a ler,
escrever e contar e excluem-se
finalmente do exercício da
cidadania esses mesmos
cidadãos, porque não
conhecem os valores morais
e políticos que fundam a vida
de uma sociedade livre,
democrática e participativa".
Vicente Barreto
A função social da escola é garantir a aprendizagem de certas habilidades e conteúdos que são necessários para a vida em sociedade, contribuindo no processo de inserção social das novas gerações.
FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO
- representar níveis de dificuldades assimiláveis de modo que os educandos possam aprender;
- conter uma dinâmica de assimilação ativa das questões sócio-culturais e do desenvolvimento das capacidades cognoscitivas dos educandos;
- oferecer visões valorativas do mundo que perpassem os conteúdos ensinados;
- proporcionar pesquisas para que o conhecimento recebido se torne um todo com dinamicidade do desenvolvimento dos alunos;
2- O Projeto Político Pedagógico exigirá dos participantes os seguintes três níveis de competências: Competência conceitual, procedimental e atitudinal.
3- A criança pequena não é capaz de se colocar no ponto de vista do outro, fato que a impede de estabelecer relações de reciprocidade. Seu pensamento é egocêntrico, ou seja, centrado no "eu". A criança permanece egocêntrica na medida em que não está adaptada às realidades sociais exteriores. Esse egocentrismo constitui um dos aspectos de cada uma de suas estruturas mentais (PIAGET, 1999). Para favorecer a adaptação à vida social, destacam-se o papel do adulto e a coopreação entre as crianças e adolescentes, na faixa de 7 a 14 anos. Certamente, os novos métodos de educação não tendem a eliminar a ação social do professor, na medida em que: é ele que está mais apto a favorecer o intercâmbio real do pensamento e da discussão das condutas suscetíveis de reflexão; o seu papel auxilia na formação de trocas interindividuais e no espírito de cooperação; compreende os esforços da novas pedagogia para suprir as ineficiências da disciplina imposta por uma disciplina interior, baseada na vida social do aluno.
4- Paulo Freire, em seu livro A importância do ato de ler , afirma: " me parece interessante reafirmar que sempre vi a alfabetização de adultos como um ato político e um ato de conhecimento[...]" " Para mim seria impossível engajar-nos num trabalho de memorização mecânica dos ba-be-bi-bo-bu, dos la,le,li,lo,lu [...]. Ensino em cujo processo o alfabetizador fosse "enchendo" com suas palavras as cabeças supostamente "vazias" dos alfabetizandos".
Segundo Freire, enquanto ato de conhecimento e ato criador, o processo de alfabetização tem, no alfabetizando, o seu sujeito; a alfabetização é a criação ou montagem de expressão escrita e da expressão orla, cujo protagonista é o educando; a montagem da expressão escrita e da expressão oral é feita pelo educando, implicando no movimento de leitura do mundo que o cerca.
5- Se o contexto atual de qualquer conhecimento, seja ele político, econômico, antropológico ou ecológico, é o próprio mundo, o conheciemento do mundo como mundo se constitui em uma necessidade de todo cidadão. Nesse sentido, é questão fundamental da educação tornar visível a relação do todo com as partes, ou seja, favorecer a aptidão para organizar o conhecimento.
COMUNICAR É AGIR
Quando um enunciado comunica alguma coisa, tem em vista, agir no mundo. Ao exercer seu fazer informativo, produz um sentido com a finalidade de influir sobre os outros. Deseja que o enunciatário creia no que ele lhe diz, faça alguma coisa, mude de comportamento ou opinião etc. Ao comunicar, age no sentido de fazer-fazer. Entretanto, mesmo que não pretenda que o destinatário aja, ao fazê-lo saber alguma coisa, realiza uma ação, pois torna o outro detentor de um certo saber.
Comunicar é também agir num sentido mais amplo. Quando um enunciador reproduz em seu discurso elemento da formação discursiva dominante, de certa forma, contribui para reforçar as estruturas de dominação. Se se vale de outras formações discursivas, ajuda a colocar em xeque as estruturas sociais. No entnato, pode-se estar em oposição às estruturas econômicas-sociais de uma maneira reacionária, em que sonha fazer voltar um mundo que não mais existe, ou de uma maneira progressista, em que se deseja criar um mundo novo. Sem pretender que o discurso possa transformar o mundo, pode-se dizer que a linguagem pode ser instrumento de liberação ou de opressão, de mudança ou de conservação.
Concluindo: O título do texto representa a finalidade do enunciatário ao comunicar-se.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Para refletir

Para você, uma quantidade menor de conhecimentos, quando bem ordenados, vale mais que uma grande quantidade de conhecimentos desorganizados?
sábado, 5 de abril de 2008
Oi, pessoal
Pode ser a página da vida,
a página do jornal, a página do livro ...
Há tantos diálogos
Diálogos com o ser amado
o diferente
o indiferente
o oposto
o adversário
o surdo-mudo
o irracional
o vegetal
o mineral
o inominado
Diálogo consigo mesmo
com a noite
com os astros
os mortos
as idéias
o sonho
o passado
o mais que futuro
Escolhe teu diálogo
e
tua melhor palavra
ou
teu melhor silêncio
mesmo no silêncio e com o silêncio
dialogamos.
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE


